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19 de dez. de 2017

Projeto Trator - Gira Sudamericana: En Vivo (2017)

O Projeto Trator é provavelmente uma das bandas mais prolificas do Brasil. Com nove lançamentos em onze anos de atividade, participação em várias compilações e uma quantidade incalculável de shows não só pelo Brasil, mas como pelo resto da América do Sul, o duo paulista não aparenta ter interesse em desacelerar nem um pouco. Desacelerar só na velocidade dos Riffs!
Em fevereiro a banda lançou o álbum Gira Sudamericana: En Vivo. O play contêm registros da longa turnê que a banda fez em 2015 pelo Uruguai, Argentina e Chile. Metade são versões de músicas dos álbuns anteriores e metade são jams feitas nos shows.
O destaque fica com a segunda metade do álbum, que mostra a banda abusando de experimentalismos e sujeira. Mais ou menos como um Sludge psicodélico... se fizer sentido pra você.

1. A Foice (Ruca Lef Bar - Neuquen/Argentina)
2. Marcha do Ódio (Plasma - 11/09 - Buenos Aires/Argentina)
3. Não me Provoque (Cultura Del Sur - Temperley/Argentina)
4. Delírios do Dr. Lilly (Bar Mod - Curicó/Chile)
5. A Valsa (C. C. Estación Circunvalación - La Plata/Argentina)
6. A Ressaca do Outono Passado (Villa Celina - Buenos Aires/Argentina)
7. Na Rua das 7 Facadas (Beerlitzer Restobar - Santiago/Chile)
8. Rato Morto (One Love Bar - General Roca/Argentina)
9. O Caldo Azedou (Club V - Buenos Aires/Argentina)
10. Tambores de Sange (La Bisagra - Buenos Aires/Argentina)
11. Lunática - Version of Violeta de Outono (La Vasca - Canelones/Uruguai)
12. Chame Como Quiser 1 (Club V - Buenos Aires/Argentina)
13. Chame Como Quiser 2 (Villa Celina - Buenos Aires/Argentina)
14. Chame Como Quiser 3 (C. C. Estación Circunvalación - La Plata/Argentina)
15. Chame Como Quiser 4 (Ruca Lef Bar - Neuquen/Argentina)
16. Chame Como Quiser 5 (One Love Bar - General Roca/Argentina)
17. Chame Como Quiser 6 (Plasma - 24/09 - Buenos Aires/Argentina)
18. Chame Como Quiser 7 (Bar Mod - Curicó/Chile)
19. Chame Como Quiser 8 (Bar Mod - Curicó/Chile)
20. Chame Como Quiser 9 (Beerlitzer Restobar - Santiago/Chile) 

Download no BANDCAMP (contribua com ÇENA NAÇIONAU! NÃO SEJE BABACA!)

9 de dez. de 2015

Projeto Trator - Despacho (2015)

2015 foi um ano bem movimentado para o Projeto Trator. Além de uma quantidade incalculável de shows, houve o lançamento de três plays. Entre eles está o Despacho, o segundo álbum do duo. Apesar de só ter sido lançado recentemente, o play foi gravado em outubro de 2013 no estúdio Kactus.
O que podemos ouvir ao longo das seis faixas é a continuação da "sludgezação" do Projeto Trator, ou como Thiago Padilha (bateria) e Paulo Ueno (guitarra e vocal) gostam de dizer: o som está "cada vez mais torto". Os riffs arrastados ganharam ainda mais peso que nos lançamentos anteriores, o que não é pouca coisa.
Das seis faixas destaco Rato Morto e Tambores de Sangue, que são o suficiente para chamar a atenção de qualquer apreciador de um som bem cavernoso e bem feito.
1. Na Rua das 7 Facadas (4:27)
2. Tambores de Sangue (3:33)
3. Delírios do Dr. Lilly (3:24)
4. Rato Morto (3:44)
5. Marcha do Ódio (2:58)
6. A Foice (3:16)


10 de nov. de 2015

Entrevista Zumbi: Projeto Trator pela segunda vez!

2015 tem sido um ano bem agitado para o duo paulista que mistura Stoner Rock com Punk devido a vários lançamentos e uma quantidade de shows maior que muitos farão em uma vida inteira. Apesar disso Thiago Padilha (bateria) e Paulo "Thompson" Ueno (vocal e guitarra) mais uma vez arranjaram um tempinho para responder algumas perguntas para o Zumbi Atômico.



Na última vez que entrevistei vocês o Projeto Trator tinha lançado apenas dois EPs. De lá pra cá a banda acrescentou á discografia dois álbuns e dois splits. Qual será o próximo passo?

Paulo: Soltar mais um álbum (ainda sem previsão de lançamento) que foi gravado no Converse Rubber Tracks, no Family Mob Studios, sob a batuta de David Menezes, engenheiro de som do Ratos de Porão e guitarrista do Desgraciado/Testemolde e do ex-Sepultura, Jean Dolabella. Fizemos um resumo da nossa historia com canções do nosso primeiro EP, do nosso primeiro Full, do Despacho, que será oficialmente lançado no Brasil esse sábado (14.11.15) no Hotel Bar (Antigo Hotel Tees) e dos splits gravados ano passado na Argentina.
O Despacho só não foi lançado antes por que o cara que masterizou lá no Rio de Janeiro fodeu com tudo e ainda foi bem pago. O David Menezes, que salvou o trampo. Esse disco foi gravado numa fazenda em Itupeva em 2013 e a produção é assinada por outro parceirão, o Sergio Ugeda (Debate/Diagonal).
Voltando ao Family Mob, captamos ótimas bateras e guitarras. Oito músicas em oito horas. Já demos continuação à produção desse trabalho no estúdio Rolo de Fita do David Menezes com mais camadas de guitarras, vocais, mixagem… Fora isso adoraríamos esquartejar esse governador arrombado, Geraldinho Alckmin ahaha e quem sabe um disco de reggae.

Thiago: Disco de reggae, nem fudendo! hahaha… Levamos junto nessa ultima turnê, meu amigo de longa data Eduardo Murai, que produziu o disco "Na Fronteira com o Ordinario Planeta Pessego Azul". Ele além de cuidar da venda de merchandising, também tirou fotos e gravou (por canal) o áudio de todos os 15 shows da turnê. Pretendemos lançar um disco ao vivo com o nosso set-list "padrão" da turnê e mais um ao vivo com as jams rolaram na maioria dos shows.

Também na última entrevista, vocês tinham acabado de fazer a primeira turnê pelo nordeste brasileiro. Desde aquela vez vocês já tocaram no sul e mais recentemente fizeram uma extensa turnê pela Argentina, Uruguai e Chile. Como é fazer uma turnê fora do Brasil?

Paulo: Fizemos duas gigs fora daqui: ano passado durante a copa rodamos a Argentina e esse ano repetimos a dose lá na terra do Maradona e mais Uruguai e Chile. O lado bom são as coisas que você não conhece e o Fernet barato. Existem as roubadas, comida boa e ruim, gente muito loca pentelhando, tem de tudo. O Uruguai é um pais rural onde todo mundo usa pochete. Embora eu tenha ficado doente, foi bem divertido. Lá nós tocamos num pico onde o Leptospirose (Bragança Paulista) também tocou. Na Argentina fizemos 11 shows num circuito de bandas psicodelicas/stoners, amo aquele lugar. E o Chile, apesar da repressão, de não poder beber na rua, da comida e da breja péssima, o povo é true pra caralho e isso é foda. Me remeteu muito à época em que eu frequentava o Chop Haus (botecao banger/calça justa) no Bexiga, em 94, e dos rolês da galeria para a Ledslay de sábado no meio dos anos 90. Aliás, o Chile é uma Ledslay gigante e fria.

Thiago: Tivemos uma receptividade muito boa nos países em que tocamos (principalmente na Argentina). Somando tudo o que percorremos por terra, foram mais de 6000km (praticamente tudo de ônibus, que bancamos com a grana dos shows mais a venda de merchans). Apesar de algumas roubadas, não dá p/ reclamar. O que mais importa é que os shows foram bem fodas.

O Projeto Trator já possui planos para uma próxima turnê?

Paulo: Sim. Em Janeiro partiremos novamente para o nordeste à convite do Under The Sun, festival psicodélico bem legal que acontece em Natal/RN.
Esse giro terá inicio em Fortaleza (CE), depois vamos para Mossoró (RN), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Maceió….Vamos aproveitar o  rolê, também, para rever os amigos e tirar uma onda no verão ahah… já estamos fechando outras gigs para o decorrer do ano.

Imagino que em todos esses lugares que vocês já foram devem ter conhecido inumeras bandas boas. Poderiam citar algumas para os leitores do Zumbi Atômico?

Paulo: Dividimos o palco com muita banda legal. Difícil lembrar todas mas vamos lá:

Thiago: Bandas gringas - Argentina: Montaña Electrica (Buenos Aires), Soma (Neuquen - lançamos um split juntos), Los Elefantes Yel Arbol Solar (Buenos AIres - lançamos um split juntos), Knei (La Plata), Las Olas (Buenos Aires), A-Kemarropa (Gde Buenos Aires) esse é um punk rock brutal, Favalli (Gde Buenos Aires), Aversus (Neuquen). Chile: Kayros (Concepcion), Demonauta (Santiago) e Chinaski (Curicó)…

Paulo: Bandas nacionais: Autoboneco (Bauru - O Thiago tambem toca nessa banda), Cassandra (Curitiba), Facka (Atibaia), Marte (Curitiba), The Lost Lions (Bragança Pta), La Burca (Bauru), Mondo Bizarro (Recife), Mojica (Olinda), Suicide Shower (Presidente Prudente), Testemolde (SP), Warsickness (SP)...

Ano passado durante a turnê pela Argentina vocês gravaram os dois splits. Poderiam falar um pouco sobre eles?

Paulo: Em Neuquen (Patagonia) havíamos tocado no festival Noches Verdes, produzido pela Venado Records e pela galera do Soma. Tocamos com o próprio Soma e o Calambretto. Haviam centenas e centenas de pessoas e um estúdio móvel que estava lá registrando os audios. Aí nasceu a idéia do split. Na semana seguinte em Buenos Aires, o grande Mathias (sócio do Estudio Casa Fauna que nos hospedou as duas vezes em que estivemos na Argentina) também sugeriu um Split com a banda dele, Los Elefantes Yel Arbol Solar. Obviamente que não hesitamos e passamos uma tarde chuvosa fazendo uma série de Jams com o REC apertado. Eu mesmo mixei e masterizei as faixas do Projeto Trator.

Thiago: Lançamos os dois splits esse ano pela Crocodilos Discos (nosso selo) e o split com Los Elefante Yel Arbol Solar teve lançamento em parceria com o selo Fauna Records da Argentina. Eu mesmo fiz a arte dos dois splits. Na Argentina o split com o Soma saiu com a arte do baterista do Calambretto que normalmente faz os flyers cannábicos do evento Noches Verdes.

Vocês lançaram recentemente um clipe para a música Na Rua das 7 Facadas, que foi gravado na Casa Raiz Libertaria. Como foi a experiencia?

Paulo: Foi épico! Intenso! Ahah... a locação foi na Casa Raiz Libertária é uma ocupação artística no Jd. Jaqueline, Km 15 da Raposo Tavares em São Paulo. O espaço é frequentado por artistas e agitadores culturais da quebrada. Em suma, chegamos às 14h para preparar tudo e parte dos equipamentos foram subitamente roubados assim que entramos na Casa para checar o ambiente, algo como cinco minutos. Por sorte pegamos um dos jovens com vários equipamentos em mãos, inclusive uma das câmeras. Eu entrei na favela com dois brotares que estavam na casa, um deles é morador da comunidade. Aí começou a saga. A minha guitarra e o tripé profissional, desses caríssimos, estava nas mãos do outro jovem. Rodamos a favela, passamos por todas as biqueiras. De fato, eles não querem problema e o dono de uma das biqueiras me garantiu os (instrumentos) em duas horas. E aconteceu.

Duas horas depois o Thiago foi de carro pegar a guitarra e o tripé do outro lado da favela. Sobre o clipe, corremos para a Casa Raiz Libertaria e ainda caiu um pé da agua, uma chuva forte e inconveniente sem fim, mas gravamos do mesmo jeito com todas as limitações: física, técnica e emocional. Toda a direção de fotografia e também produção é assinada pelo grande amigo Tiago ‘Visceral’ Maciel (ex guitarrista do Calibre 12/ atual Chemical). O conceito, edição e finalização é meu. Mas todo mundo pegou no pesado. Compusemos o cenário com algumas luzes e materiais e com o pessoal da casa, foi uma força tarefa mesmo. Dois dias depois, captamos alguns inserts na rua. O propósito era um carnaval lisérgico e satânico. Mas curtimos bastante do resultado. Ufa!

Com três lançamentos e essa quantidade quase incalculável de shows podemos dizer que 2015 foi o ano mais "produtivo" de vocês?

Paulo: Sem dúvida. Lembrando que a tendência é sempre piorar. Temos banda para tocar. Vamo fazendo as coisas na unha e com a ajuda de amigos. Nós temos isso em comum: essa visão sobre musica e rolê como uma continua produção e sempre tocando. Fazer acontecer é sempre uma conquista. Fica difícil de negar as raízes punks.

Thiago: A cada ano que passa tem sido mais produtivo. Em 2016 faremos 10 anos de banda e a vontade de tocar é muito, gravar e desbravar novas terras está mais forte do que nunca. A máquina não para!


Não esqueça de visitar o Facebook, o Soundcloud e o Bandcamp do Projeto Trator!

Lembrando que no próximo sábado (14/11) a banda toca DE GRAÇA a partir das 20hs no HOTEL BAR.

6 de jul. de 2015

Projeto Trator/SOMA - Noches Verdes (2015)

Em julho do ano passado, o Projeto Trator fez sua primeira turnê pela Argentina. Além de dez shows, a ida a terra dos hermanos rendeu um split gravado ao vivo com o SOMA, um trio de Rock Psicodélico de lá.
As faixas do Projeto Trator farão parte do disco Despacho que a banda vai lançar esse ano ainda, e delas recomendo Rato Morto. Das faixas do SOMA destaco Sol Rojo.
Noches Verdes é um trabalho do tipo que eu gostaria de ver mais sendo feito!

SOMA
1. Sol Rojo  (5:25)
2. Pasto (7:08)
3. El Rapido (3:26)

Projeto Trator
4. Na Rua das 7 Facadas (4:07)
5. Tambores de Sangue (3:17)
6. Rato Morto (4:01)


(se você quer baixar de graça é só por um "0" no "name your price".. mas ow da uma graninha pros tio vai!)

26 de mai. de 2014

Projeto Trator - Na Rua das Sete Facadas (2014)

Após quase um ano desde o lançamento de Na Fronteira com o Ordinário Planeta Pêssego Azul, o duo Projeto Trator lança um play com duas faixas que entraram no próximo álbum da banda, que vai ser lançado ainda esse ano. As duas faixas já estão no set da banda a algum tempo, então quem frequenta os shows deles deve já estar familiarizado com as duas pedradas. Na Rua das 7 Facadas e Delírios do Dr. Lilly trazem o Projeto Trator mostrando as influências de Melvins e Eyehategod mais do que nunca, nos 7 minutos de Sludge e peso desse lançamento.
Um bom aperitivo do que está por vir...
Na Rua das 7 Facadas (4:32)
Delírios do Dr. Lilly (3:21)


cópias físicas podem ser adquiridas pelo Facebook da banda!

29 de mai. de 2013

Projeto Trator - Na Fronteira com o Ordinário Planeta Pêssego Azul (2013)

A espera foi longa, mas finalmente acabou. Ontem o Projeto Trator lançou seu terceiro play, e primeiro albúm "completo", Na Fronteira Com o Ordinário Planeta Pêssego Azul.
Nas 8 faixas, não consigo identificar um único segundo que seja marcado pela ausência de peso, tanto nas músicas mais arrastadas como Alma Sebosa ou nas mais rápidas como O Caldo Azedou. As letras continuam ótimas e combinam perfeitamente com os Riffs sujos da dupla.
Dessas 8 faixas destaco Rotina Terminal, Ressaca do Outono Passado e O Caldo Azedou. Recomendo também ouvi-las com o volume mais alto possível...
1. Rotina Terminal
2. Alma Sebosa
3. Hippie Do Deserto
4. Ressaca do Outono Passado
5. Canção Para Jorge Vercilo
6. O Caldo Azedou
7. Mandinga
8. Todo Skatista Foi Um Bulldog Numa Vida Passada
Download AQUI ou AQUI.

9 de nov. de 2012

Entrevista Zumbi: Projeto Trator

A segunda edição do Zumbi Entrevista traz outra banda do underground brasileiro, e uma de minhas favoritas: o Projeto Trator!
A seguir as respostas do duo stoner/punk que está na ativa desde 2006. 



1. como o Projeto Trator começou?

Paulo "Thompson" Ueno: Começou no longínquo inverno de 2006, na época em que a tarifa do ônibus custava 2 reais e o bilhete único não tinha limite de viagens. No início o nosso propósito era de ser um projeto mesmo, pois tocavamos em outras bandas.


Thiago Padilha: Marcamos alguns ensaios sem pretensão nenhuma. Tiramos sons de bandas como Kyuss, Fu Manchu, Danzig e QotSA, mas logo de cara percebemos que rolava uma química de composição muito grande e focamos em compor sons próprios ao invés de tocar músicas de outros artistas. Rapidamente a banda começou a acontecer e estamos ai até hoje na correria. Sempre como duo.

2. Recentemente o Projeto Trator fez a primeira turnê pelo Nordeste. Como foram os shows lá?

Paulo "Thompson" Ueno: Eu ainda estou procurando defeitos nos 5 shows que fizemos.rsrs Como diria minha tia hippie solteirona: foi bárbaro!
Fizemos vários amigos, rodamos tudo de onibus, na unha mesmo.
Pegamos o Bacurau e tiramos um retrato do Zumbi Pachedo. 
Tocamos com várias bandas foda. 
A gente pretende voltar e rodar mais o pais e o mundo, por que não?? Serei um pouco piegas, mas essa experiência foi única.

Thiago Padilha: Foram os shows mais insanos da história do Trator. Tocamos em 3 estados (PE, RN e PB), tudo no esquema faça você mesmo marcando os shows por e-mail/telefone e indo viajar entre os Estados de onibus. Registramos toda essa experiência p/ lançar mais um documentário no ano que vem.
Queria agradecer o pessoal do blog stoner rock PE, Espaço Do Sol, Black Hole e Pogo Pub. E dizer p/ galera ficar esperta nas bandas Monster Coyote, Red Boots, Dead Pixels e Son of a Witch (RN) e Mojica (o eyehategod do Brasil) e Mondo Bizarro (a melhor banda de stoner nacional dos ultimos anos).

Paulo "Thompson" Ueno: Gostaria de citar algumas bandas que depois desse rolê passaram a fazer parte na nossa história também:
Red Boots (RN), Monster Coyote (RN), Dead Pixel (RN), Misfits Cover de Areia Branca (RN), tudo bem, eu sou Misfiteiro mesmo… Mojica (PE), Mondo Bizarro (PE), Verina (PE), Rabujos (PE) e Subversivos (PE).

3. O Projeto Trator ja recebeu alguma proposta para tocar fora do Brasil?

Thiago Padilha: Já sim, mas todo mundo sabe que ter banda independente é complicado. Só agora, após essa turnê no Nordeste, é que deveremos tocar pela primeira vez na América do Sul e também, se tudo der certo, na Europa. Isso no ano que vem, pois primeiro vamos lançar o disco novo.

4. Fale um pouco sobre o novo play que vocês vão lançar, o "Na Fronteira com o Ordinário Planeta Pêssego Azul".

Paulo "Thompson" Ueno: Não vou repetir aquela "maxima" de que será o melhor disco da banda, da carreira, que será um divisor de águas... blá, blá...
Fato é que depois de dois EPs será nosso primeiro "Full" .
Ele foi inteiramente gravado e produzido pelo grande Eduardo Murai com muitos pitacos nossos, claro. Fico imaginando um jovem inconsequente loco de bala andando de skate com uma peita do GWAR e um walkman "Cougar" autoreverse na cintura ouvindo Black Flag e Moto Perpetuo (primeira banda do Guilherme Arantes de 73) na 23 de Maio. Essa é a minha definição sobre o disco. Uma observação: todas as cançoes são inéditas e foram gravadas por nos.

Thiago Padilha: O Paulo definiu bem o disco (risos)! Podemos resumir o disco na imagem do Guilherme Arantes louco de bala, andando de skate no centro de SP e ouvindo Black Flag no walkman (risos).

5. Quais os planos futuros da banda?

Thiago Padilha: Lançar o novo disco. Estamos muito felizes com a produção que o Dudows (Eduardo Murai) tá fazendo. Pretendemos prensa-lo e estamos vendo algumas possíveis distribuições. Depois disso, é cair na estrada de novo p/ divulgar os sons. Também queremos começar a compor material novo, já temos algumas embriões de músicas que surgiram na turnê no Nordeste.

Paulo "Thompson" Ueno: A correria tripla: lança o disco, distribuir e tocar, basicamente.
Depois, colocar em prática, como disse o Thiago Padilha, as ideias para o trabalho posterior e repetir o ciclo e se a juventude continuar em cima, dominaremos o mundo e ja era!

6. Você acha que a banda evoluiu desde o lançamento do EP "A Bombástica Barafunda do Batizado" em 2007?

Paulo "Thompson" Ueno: Eu não e voce Padilha? Antes eu conseguia tocar e cantar com mais facilidade, tipo Mustaine no "Rust in Peace" hoje me sinto o Phil Anselmo tocando e cantando (risos). Sacanagem.

Thiago Padilha: Vou tentar resumir de forma prática. Quando você junta dois caras muito fãs de Melvins, Sonic Youth, dos projetos do Mike Patton e etc, a tendência é que quantos mais entrosados eles fiquem, mais estranho fique o som (risos). Naturalmente fomos ficando mais esquizitos e tortos com o passar dos anos (risos). Nós (des)evoluimos nesse sentido.

Paulo "Thompson" Ueno: Honestamente, eu acho do caralho nosso primeiro EP, tenho mó orgulho. Eu achava que nem fossemos chegar onde chegamos. Nossa forma de tocar e compor também mudaram. Tenho alergia à expressão "amadurecer". Como o "Padilha" disse: Patton, Sonic Youth e Melvins + Patife Band e Sarcófago ajudaram pra caralho.

Thiago Padilha: E Black Flag, Brant Bjork e Eyehategod (risos). Também tem uma porrada de bandas que o pessoal nem imagina, mas que daria uma boa conversa no bar.

7. É isso ai caras, deixem um recado para os leitores do blog.

Thiago Padilha: Comam verdura, leiam Hakim Bey e não deixem de acompanhar o facebook do Projeto Trator (facebook.com/projeto.trator). Semanalmente a página é atualizada com shows, fotos, videos e novidades.
Valeu ae Ricardo, pelo espaço no Zumbi Atomico.

Paulo "Thompson" Ueno:  Valeu mesmo pelo espaço, pelos 17 minutos que você acabou de gastar aqui, pelo "Hate" que o Sarcófago lançou em 94 e eu não paro de ouvir, pela força do glorioso Zumbi Pacheco. Diga não aos crocs e sapatenis.  

Clique AQUI para baixar o EP "A Bombástica Barafunda do Batizado (2007) 
Clique AQUI para baixar o EP "O Caldo Vai Azedar" (2009) 

Clique AQUI para assistir o documentário que a banda fez do show em Itú, em fevereiro desse ano.

LEMBRANDO A TODOS QUE MORAM EM SÃO PAULO QUE ESSE DOMINGO (11/11) O PROJETO TRATOR VAI TOCAR NA CASA MAFALDA AO LADO DOS HOLANDESES DO THE SHINING! O INGRESSO CUSTA APENAS R$3,00! 




21 de mar. de 2012

Projeto Trator - A Bombastica Barafunda do Batizado (2007)

O post de hoje traz o primeiro EP do Projeto Trator, A Bombastica Barafunda do Batizado. O Ep foi gravado em Março de 2007, e conta com 5 faixas que são rapidas pedradas.
Riffs pesados e ótimas letras de uma das melhores bandas Stoner do Brasil.
1. Raiva
2. Bombeirinho
3. Trilha Sonora Para O Marciano Morto em Combate
4. Não Me Provoque
5. Você Não Pode

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24 de fev. de 2012

Projeto Trator - O Caldo Vai Azedar (2009)

O post de hoje traz outra ótima banda do Underground brasileiro, o Projeto Trator. A banda é formada apenas por Thiago Padilha (bateria) e Paulo Thompson (vocal e guitarra). Não há baixo, e também, não faz falta nenhuma no som dos caras.
A banda ja lançou 2 EP's, e o post de hoje traz o segundo deles, O Caldo Vai Azedar de 2009. O play traz 4 faixas, e as 4 são pedradas na orelha do inicio ao fim. Recomendaria esse play não só a quem curte Stoner Rock, mas a qualquer um que curte um som cru e pesado.
1. Fazer Nada
2. O Grande Dia
3. Café Azedo
4. O Jogo (Jam Session)

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